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Os MU iniciaram o seu percurso
musical em 2003. Em busca de fusão e de experimentação no seio
da música tradicional, muitos foram, e continuam a ser, os
estilos que caracterizam esta banda portuguesa. Os seus
membros dedicam-se aos mais variados instrumentos provenientes
dos quatro cantos do mundo, o que permite a este projecto
viajar por distintas culturas e sonoridades tradicionais e de
fusão. A junção de instrumentos oriundos da Índia, Suécia,
Egipto, Brasil, Marrocos, Austrália, entre outros, permitiu
aos MU descobrir na música uma viagem por mundos perdidos e
resgatá-los até à actualidade.
Entre danças esvoaçantes, vozes
femininas e instrumentos variados, os MU criam ao vivo um
momento de alegria contagiante. Nos seus espectáculos, a
energia viaja no ar, e invade os corpos impelindo-os a dançar
num mundo sem limites.
Ao longo do seu percurso, os MU
contam já com dois trabalhos discográficos, Mundanças (2005) e
Casanostra (2008).
A nível nacional, destaca-se a sua
vitória no concurso de musica folk Arribas Folk e a sua
participação em diversos festivais de "world music" de renome
internacional, sendo eles: Sons do Atlântico, Boom Festival,
Festival Internacional dos Gigantes, Ollin Kan, Portugal a
Rufar, Festival Intercéltico do Porto, Andanças e Festival
Intercéltico de Sendim. A nível internacional, destaca-se a
sua participação nos seguintes festivais: Danzas Sin Fronteras
(Espanha), Festigal (Santiago de Compostela, Espanha),
Festival Folk Plasencia (Plasencia, Espanha), Festival La
Carlota (Córdoba, Espanha), Festival Galdames Folk (Galdames,
Espanha) e Zgetno Festival (Zagreb, Croácia) e em Bucareste,
Roménia, vestival Urkult (Suécia), Polónia, Lifem (Londres,
Inglaterra).
Traduzem-se em seis os rostos deste
grupo, com apenas um objectivo: fazer o mundo dançar.

"De onde é que vem esta música que
não se sabe bem de onde vem?...
Nos Mu - e, recorde-se, Mu era o
nome de um mítico continente perdido, terra de atlantes,
sereias e outros seres míticos - a música parece vir de todo o
lado e de um lado só deles, dali de dentro, das suas almas e
dos seus corações. Se calhar, os Mu recriam sem o saber temas
tradicionais de Mu, o continente do Oceano Pacífico onde se
teriam cruzado povos ainda agora existentes e outros que
deixaram de existir, seres verdadeiros e imaginários, se é que
a verdade e a imaginação não são uma e a mesma coisa, como o
são na música dos Mu.
Porque uma música que tem tanto de
verdade como de... imaginação. E uma alegria e um brilho
imensos, um encanto permanente tanto nos temas originais - mas
que reflectem tantas e tantas músicas de tantos e tantos
lugares! - como nas versões de tradicionais russos ou
húngaros.
A música dos portuenses Mu serve
para dançar, serve agora ao segundo álbum (este «Casa Nostra»
em que tem como colaboradores Helena Madeira, do Projecto
Iara, o grupo de percussões Semente e Quico Serrano como
produtor) como já servia ao primeiro, mas serve também para
ensinar a ouvir - a ouvir a sua música e a de muitos outros.
E isso é o que torna os discípulos
mestres.
António Pires

Falarmos dos MU e não
falarmos da importância da "passagem" era limitarmos a vida
apenas à sua transitoriedade. Certamente que haveria muito mais
para além da porta...
Inconformados, ergueram-se.
Reinventaram cores e sabores e partilhando afectos decidiram ter
o sonho como horizonte. Em profunda unidade com a Terra,
dançaram em círculo.
Por sendas de Sendim viajaram de burro. Calcorrearam caminhos...
Desfrutaram "Andanças". Foram reis de "Arribas" e "Sin
Fronteras" geraram "Mundanças".
Foram, são e serão os MU,
nómadas de pensamento, músicos por paixão, amigos de verdade.
Volveram-se 5 anos e eles amadureceram.
Enterraram as raízes mais fundo, regando-as com a mais
cristalina das águas e floresceram em tradição.
Pediram-me para falar de MU
e eu forçosamente tenho que falar de gratidão.
Caminhai senderos, lançai as sementes ao chão.
Paulo Mosqueteiro
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