Mu 2012

Os MU iniciaram o seu percurso musical em 2003. Em busca de fusão e de experimentação no seio da música tradicional, muitos foram, e continuam a ser, os estilos que caracterizam esta banda portuguesa. Os seus membros dedicam-se aos mais variados instrumentos provenientes dos quatro cantos do mundo, o que permite a este projecto viajar por distintas culturas e sonoridades tradicionais e de fusão. A junção de instrumentos oriundos da Índia, Suécia, Egipto, Brasil, Marrocos, Austrália, entre outros, permitiu aos MU descobrir na música uma viagem por mundos perdidos e resgatá-los até à actualidade.

Entre danças esvoaçantes, vozes femininas e instrumentos variados, os MU criam ao vivo um momento de alegria contagiante. Nos seus espectáculos, a energia viaja no ar, e invade os corpos impelindo-os a dançar num mundo sem limites.

Ao longo do seu percurso, os MU contam já com dois trabalhos discográficos, Mundanças (2005) e Casanostra (2008).

A nível nacional, destaca-se a sua vitória no concurso de musica folk Arribas Folk e a sua participação em diversos festivais de "world music" de renome internacional, sendo eles: Sons do Atlântico, Boom Festival, Festival Internacional dos Gigantes, Ollin Kan, Portugal a Rufar, Festival Intercéltico do Porto, Andanças e Festival Intercéltico de Sendim. A nível internacional, destaca-se a sua participação nos seguintes festivais: Danzas Sin Fronteras (Espanha), Festigal (Santiago de Compostela, Espanha), Festival Folk Plasencia (Plasencia, Espanha), Festival La Carlota (Córdoba, Espanha), Festival Galdames Folk (Galdames, Espanha) e Zgetno Festival (Zagreb, Croácia) e em Bucareste, Roménia, vestival Urkult (Suécia), Polónia, Lifem (Londres, Inglaterra).

Traduzem-se em seis os rostos deste grupo, com apenas um objectivo: fazer o mundo dançar.
 


"De onde é que vem esta música que não se sabe bem de onde vem?...

Nos Mu - e, recorde-se, Mu era o nome de um mítico continente perdido, terra de atlantes, sereias e outros seres míticos - a música parece vir de todo o lado e de um lado só deles, dali de dentro, das suas almas e dos seus corações. Se calhar, os Mu recriam sem o saber temas tradicionais de Mu, o continente do Oceano Pacífico onde se teriam cruzado povos ainda agora existentes e outros que deixaram de existir, seres verdadeiros e imaginários, se é que a verdade e a imaginação não são uma e a mesma coisa, como o são na música dos Mu.

Porque uma música que tem tanto de verdade como de... imaginação. E uma alegria e um brilho imensos, um encanto permanente tanto nos temas originais - mas que reflectem tantas e tantas músicas de tantos e tantos lugares! - como nas versões de tradicionais russos ou húngaros.

A música dos portuenses Mu serve para dançar, serve agora ao segundo álbum (este «Casa Nostra» em que tem como colaboradores Helena Madeira, do Projecto Iara, o grupo de percussões Semente e Quico Serrano como produtor) como já servia ao primeiro, mas serve também para ensinar a ouvir - a ouvir a sua música e a de muitos outros.

E isso é o que torna os discípulos mestres. 

António Pires 
 



Falarmos dos MU e não falarmos da importância da "passagem" era limitarmos a vida apenas à sua transitoriedade. Certamente que haveria muito mais para além da porta...
Inconformados, ergueram-se.
Reinventaram cores e sabores e partilhando afectos decidiram ter o sonho como horizonte. Em profunda unidade com a Terra, dançaram em círculo.
Por sendas de Sendim viajaram de burro. Calcorrearam caminhos... Desfrutaram "Andanças". Foram reis de "Arribas" e "Sin Fronteras" geraram "Mundanças".
Foram, são e serão os MU, nómadas de pensamento, músicos por paixão, amigos de verdade.
Volveram-se 5 anos e eles amadureceram.
Enterraram as raízes mais fundo, regando-as com a mais cristalina das águas e floresceram em tradição.

Pediram-me para falar de MU e eu forçosamente tenho que falar de gratidão.

Caminhai senderos, lançai as sementes ao chão.

Paulo Mosqueteiro